"O progresso dos nossos países nada ganham com conflito e confronto"
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António José Seguro discursou hoje no encerramento da 30.ª Cimeira Iberoamericana, em Madrid, Espanha, lembrando a importância dos laços entre estes teritórios para o seu desenvolvimento e progresso.
"Vivemos uma conjunutra internacional polarizada e marcada por conflitos cujo impacto nenhuma região do mundo está imune", começou por afirmar o chefe de Estado, referindo depois que "o progresso e o desenvolvimento dos nossos países nada ganham com as dinâmicas de conflito e confronto".
António José Seguro lembrou que "as sociedades apenas florescem em ambientes de estabilidade entendimento, em que o diálogo é a via escolhida para resolver divergências" e continuou, lembrando que "Portugal tem defendido o reforço dos mecanismos de diálogo e cooperação e a mais valia de celebrar acordos bilaterais".
"Em suma, independentemente das nossas naturais diferenças, é preciso fortalecer o nosso chão comum e de promover a sua afirmação e projeção global", atirou.
Seguro defendeu ainda que a Cimeira Ibero-Americana deve centrar-se nos benefícios para os seus cidadãos, salientando a criação de uma rede de redução do risco de desastres e proteção civil, uma proposta portuguesa.
"Entendo que devemos guiar-nos por um propósito transversal, que é colocar as pessoas no centro da nossa comunidade, promovendo uma cooperação com impacto tangível, que se adapte aos desafios da atualidade, beneficie os nossos cidadãos, amplie oportunidades que valorizem a diversidade, mas também a inclusão e que mantenham um diálogo próximo com a sociedade civil", afirmou.
O Presidente da República iniciou a sua intervenção com uma nota de solidariedade para com o acidente ferroviário da semana passada em Espanha, em que morreram 69 pessoas, incluindo um cidadão português.
Seguro referiu-se, no contexto dos resultados concretos desta comunidade de 22 países, aos acordos que sairão da cimeira, "em áreas de grande relevo" para as populações, "nomeadamente no domínio da proteção civil, da inteligência artificial, da mobilidade académica, dos cuidados e apoios, bem como uma nova estratégia de cooperação ibero-americana, que permitirá uma melhor adaptação aos desafios de um mundo em rápida transformação".
"Uma palavra especial sobre a área da proteção civil, em que Portugal se tem empenhado particularmente e que espelha bem o espírito de solidariedade em momentos difíceis da nossa comunidade ibero-americana, como foi visível na mobilização de apoio à Venezuela na sequência dos trágicos sismos que atingiram o país em junho passado", afirmou.
A constituição de uma rede ibero-americana de redução do risco de desastres e proteção civil é uma proposta originalmente apresentada por Portugal, na última cimeira, que decorreu em 2024, no Equador, em que participou o então chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa.
O chefe de Estado falava perante a 30.ª Cimeira Ibero-Americana, que hoje termina em Madrid, e em que Portugal está também representado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
[Notícia atualizada às 10h43]
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