EUA pedem libertação de Joshua Wong condenado a mais 10 anos em Hong Kong
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O consulado norte-americano em Hong Kong condenou hoje veementemente a decisão judicial que condena o ativista pró-democracia Joshua Wong a uma segunda pena de 10 anos.
O ativista de Hong Kong foi hoje condenado a 10 anos de prisão pela segunda vez ao abrigo da lei de segurança nacional, num caso que críticos apontam como exemplo da repressão ao movimento pró-democracia.
Um porta-voz do consulado dos Estados Unidos na Região Administrativa Especial de Hong Kong disse à Agência France-Presse (AFP) que Washington condenou a pena adicional e pediu a libertação imediata do ativista da região administrativa especial chinesa.
A mesma fonte disse que Wong está injustamente preso desde dezembro de 2020 e que a sentença demonstrou que a China está "disposta a tudo" para silenciar aqueles que defendem as liberdades fundamentais em Hong Kong.
Entretanto, Pequim considerou irresponsáveis as críticas dos Estados Unidos e exigiu o respeito pela soberania chinesa.
Guo Jiakun, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, em conferência de imprensa, disse que o Governo Central apoia firmemente Hong Kong nos esforços para preservar a segurança nacional.
Um tribunal de Hong Kong condenou hoje Joshua Wong — que já está detido há quase seis anos — a mais 10 anos de prisão por ligações a países estrangeiros, com base na Lei de Segurança Nacional.
Joshua Wong, de 30 anos de idade, é uma das figuras de maior destaque do movimento pró-democracia de Hong Kong e das grandes manifestações no território ocorridas em 2019.
O antigo líder estudantil declarou-se culpado em setembro de novas acusações de conluio com países estrangeiros.
Wong estava sujeito a uma pena que poderia chegar à prisão perpétua.
Após o anúncio da pena — que poderá mantê-lo na prisão até completar 40 anos de idade -, agradeceu aos apoiantes e acenou-lhes à saída.
Numa carta enviada ao tribunal, na qual solicitava a consideração de circunstâncias atenuantes — documento a que a AFP teve acesso —, Wong afirmou que esperava sair da prisão em 2027, mas que estas novas acusações de conluio lhe deram a sensação de ter voltado "à estaca zero".
Na mesma carta, Wong acrescentou que o "futuro não seria definido" pelo que lhe aconteceu antes de 2020, e que os anos passados atrás das grades constituíram as "lições mais marcantes" que enfrentou na vida.
Dezenas de pessoas aguardaram — algumas desde quarta-feira — para acompanhar a audiência, enquanto um grande efetivo policial estava posicionado em frente ao edifício do tribunal.
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