Coreia do Sul reforça missão naval perto do estreito de Ormuz
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Seul anunciou hoje que planeia alargar a área de ação da missão naval antipirataria para se aproximar do estreito de Ormuz, em resposta às pressões de Washington para que contribua militarmente para a segurança dessa via marítima estratégica.
O Ministério da Defesa sul-coreano "confirmou as informações" segundo as quais Seul irá alargar a zona de operações da unidade antipirataria Cheonghae da sua Marinha, atualmente encarregada de proteger navios comerciais no golfo de Aden, ao largo da Somália, para águas próximas do estreito de Ormuz.
Na proposta, que ainda necessita de aprovação parlamentar, o golfo de Omã, contíguo ao estreito de Ormuz, ficaria excluído.
O reforço visa proteger cidadãos sul-coreanos e navios mercantes face ao aumento da pirataria e preparar uma eventual participação internacional em operações de desminagem em Ormuz, segundo responsáveis da Defesa citados pela imprensa local.
A Coreia do Sul tinha anteriormente manifestado oposição ao destacamento das forças armadas na região, por não querer participar na guerra contra o Irão, conduzida pelos Estados Unidos e Israel.
No entanto, procura salvaguardar o seu comércio marítimo e o abastecimento energético.
O destacamento incluirá não apenas um contratorpedeiro, mas também uma aeronave de patrulha marítima P-8, uma equipa de desminagem, drones navais de superfície e robôs submarinos controlados remotamente, segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap.
O mandato da unidade Cheonghae, atualmente autorizado até ao final do ano, requer aprovação da Assembleia Nacional para ser prolongado e alargado, acrescentou a Yonhap.
"O reforço da missão da unidade Cheonghae visa proteger os nossos cidadãos e os nossos interesses económicos", declarou um responsável do Ministério da Defesa aos jornalistas que não se quis identificar.
O responsável sublinhou que o destacamento será estritamente não combatente e independente de quaisquer forças aliadas.
"As operações permanecerão limitadas às águas internacionais a sul de Omã e será proibido à aeronave de patrulha marítima visar ou vigiar território iraniano, águas territoriais iranianas ou o interior do estreito de Ormuz durante as suas missões", acrescentou.
O Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, reafirmou em setembro que Seul não destacará tropas de forma a conduzir a uma intervenção militar, apesar do apelo dos Estados Unidos aos seus aliados para contribuírem para a ofensiva contra o Irão.
"Até agora respeitámos o princípio da não-participação e da não-intervenção na guerra", afirmou. "E continuaremos a respeitá-lo no futuro."
Teerão tinha já advertido a Coreia do Sul, em setembro, contra qualquer destacamento deste tipo, depois de Seul ter indicado que estudava contribuir para a segurança do estreito de Ormuz.
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