Coligação diz ter intercetado um míssil dos hutis na região de Medina

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                    Coligação diz ter intercetado um míssil dos hutis na região de Medina
Coligação diz ter intercetado um míssil dos hutis na região de Medina (Foto: Reprodução)

"Foi realizada a interceção e destruição de um míssil balístico disparado pela milícia terrorista hutis na região de Medina", declarou Turki al-Malki, porta-voz da coligação que apoia o Governo iemenita contra os rebeldes hutis, na rede social X.

 

De forma recorrente, os hutis – um grupo rebelde pró-Irão – negam que tenham como alvo as cidades sagradas do Islão de Meca e Medina.

A Arábia Saudita emitiu hoje também um alerta sobre o risco de ataques na região de Yanbu, que alberga o principal terminal petrolífero do reino no Mar Vermelho, num contexto marcado por ataques frequentes dos hutis contra o território saudita.

"Foi emitido um alerta pela plataforma nacional de avisos [...] na província de Yanbu, para alertar para um potencial perigo", informou um comunicado divulgado na internet pela defesa civil saudita.

Yanbu, que já foi alvo de combatentes hutis, está ligada às regiões petrolíferas do leste do reino saudita, na costa do Golfo, através do oleoduto Leste-Oeste. A infraestrutura permite aos sauditas exportarem petróleo bruto e combustíveis para os mercados globais.

Os rebeldes hutis, um grupo pró-Irão, domina grande parte do território iemenita, incluindo a capital, Sana.

O Exército do governo iemenita internacionalmente reconhecido está a lutar contra os rebeldes com a ajuda de uma coligação liderada pela Arábia Saudita.

Desencadeado em 2014, o conflito no Iémen, o país mais pobre da Península Arábica, foi retomado em julho, no contexto da guerra regional, após quatro anos de acalmia.

Desde o verão, os confrontos provocaram mais de 1.600 mortos e 300.000 deslocados, segundo dados da ONU, não havendo perspetivas de uma solução diplomática a breve prazo.

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