China reforça apoio às bolsas para recuperar confiança na IA

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                    China reforça apoio às bolsas para recuperar confiança na IA
China reforça apoio às bolsas para recuperar confiança na IA (Foto: Reprodução)

Pequim intensificou a intervenção estatal nos mercados para recuperar a confiança dos investidores no setor tecnológico, após meses de quedas, com fundos associados ao Estado com entradas de 11.500 milhões de dólares (10.215 milhões de euros).

 

Segundo dados compilados pela Bloomberg, nove fundos cotados em bolsa (ETF, na sigla inglesa), habitualmente utilizados por Pequim para apoiar os mercados, receberam na terça-feira o segundo maior volume diário de entradas líquidas de capital de que há registo.

Uma parte invulgarmente elevada das compras concentrou-se em fundos que acompanham os dois principais índices tecnológicos chineses: o Star 50, de Xangai, e o ChiNext, de Shenzhen.

Os dois índices valorizaram 9,9% e 6,4%, respetivamente, na quarta-feira, enquanto o CSI 300, que reúne as principais empresas cotadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, avançou 2,3%.

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As operações foram associadas à chamada "equipa nacional", designação atribuída ao conjunto de bancos, fundos e outras instituições financeiras apoiadas pelo Estado chinês que intervêm nos mercados para limitar quedas e estabilizar as cotações.

Só na terça-feira, o fundo Star 50 da ChinaAMC recebeu 1.700 milhões de dólares (1.510 milhões de euros), o segundo maior montante de sempre, enquanto o fundo ChiNext da EFund registou entradas de 1.400 milhões de dólares (1.243 milhões de euros).

"É evidente que existe uma mudança de estratégia em relação às anteriores compras de ETF apoiadas pelo Estado", afirmou Song Zhe, especialista sénior de investimento da BNP Paribas Asset Management, citado pelo jornal britânico Financial Times.

"No passado, a maioria das entradas de capital concentrava-se no CSI 300", explicou.

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Segundo o analista, as autoridades chinesas consideram que os índices ChiNext e Star 50 são cruciais para o futuro económico do país, devido à concentração de empresas tecnológicas e de setores estratégicos.

A intervenção surge após meses de pressão vendedora nas bolsas chinesas, particularmente sobre as empresas tecnológicas, que registaram fortes quedas desde julho.

O CSI 300 acumula uma desvalorização superior a 11% desde o início do ano, enquanto o Star 50, que chegou a apresentar ganhos superiores a 60%, passou também para terreno negativo.

Em contraste, os índices norte-americanos S&P 500 e Nasdaq 100 acumulam valorizações de dois dígitos.

Em julho, a chamada equipa nacional comprou cerca de 9.000 milhões de dólares (7.900 milhões de euros) em ações associadas ao Star 50, numa tentativa de recuperar a confiança dos investidores antes da entrada em bolsa da fabricante chinesa de semicondutores CXMT.

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A recuperação dos mercados na quarta-feira estendeu-se às empresas chinesas de inteligência artificial cotadas em Hong Kong, com a Z.AI a valorizar 9,6% e a MiniMax a subir 7,5%.

As autoridades chinesas suspenderam novas entradas em bolsa e emissões de ações nos mercados continentais, visando sustentar as avaliações das empresas cotadas, segundo diferentes órgãos de comunicação.

No início da semana, as autoridades financeiras anunciaram medidas adicionais para estabilizar os mercados, incluindo a redução da taxa de juro de um mecanismo de refinanciamento destinado à recompra de ações, o reforço de operações de troca de ativos e incentivos às empresas para adquirirem títulos próprios.

Os pequenos investidores chineses, que desempenham um papel importante na evolução das bolsas do país, continuam a mostrar sinais de prudência, apesar do renovado apoio estatal.

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